Novidades das Ma-Schamba

Mpundzu, casa-mãe e meu reafirmado pigmalião envia-me, por minha insistente curiosidade, as estatísticas deste blog (cheias de estranhas entidades tais como hits, bytes, sites, files, pages e quejandos). Vejo-as pela primeira vez, ao fim de dois meses de bloguice.

Confesso que mal percebo o que por ali se diz: decerto que devido à iliteracia informática. Enfim, se bem compreendo nos últimos doze dias chegaram cá cerca de 600 visitantes. Isso é pouco ou muito? Se tudo isto for conversa de esplanada (e não é mais do que isso) a mesa tem estado concorrido e como sou eu que convido terei que me preocupar, que a conta final será bojuda. Mesmo que os convivas sejam frugais.

Depois há umas "cordas de pesquisa" que são uma delícia. Acredito que os convivas que chegam por essa via nem se sentam à mesa, esses não farão crescer a conta . Arribam pela pesquisa "porta-aviões" - um apontamento que apelava à saudosa "batalha naval" - "sexismo", e logo numa horta nada porno e pouco atreita ao género género, e "máquina do tempo" - quando falei sobre Lou Reed. Malditas cordas, dirão...

Reparo ainda que houve gente aqui chegada via ligações postas em blogs que eu nem conhecia, o que é agradável. E que prova que há "donos de blog" que se sentaram à mesa a comer camarão e amendoim, talvez até caranguejo, viraram as cervejas, talvez até os famosos da praxe, e não se apresentaram. Mas são gente amável para deixar as tais ligações.

Por isso ficam os meus agradecimentos aos Acuso e Acuso 2, ao Vostrodamus, ao Do Portugal Profundo. E ao termal Sopro Azul, na terra do meu velho amigo João Matias, homem que não vejo há tempo demais.

E ao deparar com um blog assumidamente local, S. Pedro do Sul acima, surge-me que esta vaga de encerramentos de tantos blogs meta, os da política e/ou de proto-célebres autores, poderá implicar apenas a deslocação do centro dos blogs tugas para áreas temáticas (rock et al, p.ex.), etários (os putos a fazerem disto imagem em movimento, cheio de som, e toda a gente a ver-se via câmaras. E deve estar para breve, se é que não é já...). E regionais, gente a escrever em (mais) pequenos sítios, muito mais afastados do mainstream comunicacional.

Finalmente, surgiu aí em cima o nome do "ele". Este blog nunca foi anónimo, mas sempre incógnito. E tendia para colectivo. Daí que quem perguntou quem assinava "ele" sempre teve o nome de volta.

Mas não é elegante escrever sobre temas polémicos, botando opiniões e não escrever o nome (vide apontamentos recentes). Não assinei logo pois o template está-me vedado - por razões que são evidentes e saudáveis.

Entretanto "ela" está aí de volta, a lusolândia acabou-se-lhe por uns tempos: venham daí esses ossos e a verve, minha senhora!

posto por ele em 22 de fevereiro 2004 | na rubrica Blog-in, Blog-out | comente

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